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A Filosofia

O SwáSthya Yôga

A definição formal do nosso Yôga é: SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga Antigo.

O Mestre DeRose, na década de sessenta do século passado, resgatou os fundamentos e as técnicas do yôga pré-clássico e codificou-os com o nome de SwáSthya. Segundo o Monier-Williams Dictionary, o mais conceituado dicionário de sânscrito, este termo significa, self-dependence, auto-suficiência (swa = seu próprio). Também embute os significados de saúde, sound state (que traduzimos como bem–estar, estado saudável), conforto e satisfação. Pronuncia-se “suástia”.

(texto extraído do livro Tratado de Yôga do Mestre DeRose).


As características do Método

O SwáSthya Yôga tem 8 características, que são chamadas de Ashthánga Guna. As 3 primeiras são:

Ashtánga Sádhana = A característica principal do SwáSthya Yôga é a sua prática ortodoxa denominada ashtánga sádhana (ashta = oito; anga = parte; sádhana = prática). Trata-se de uma prática integrada em oito partes, a saber: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama.

Regras Gerais de Execução = uma das mais notáveis contribuições históricas da nossa sistematização foi o advento das regras gerais, as quais não são encontradas em nenhum outro tipo de Yôga... a menos que venham a ser incorporadas a partir de agora, por influência do SwáSthya Yôga. No nosso método as regras ajudam bastante, simplificando a aprendizagem e acelerando a evolução do praticante. São elas: respiração, permanência, repetição, localização da consciência, mentalização, ângulo didático, compensação e segurança.
(para saber mais sobre as Regras Gerais de Execução consulte o livro Tratado de Yôga, do Mestre DeRose).

Seqüências Coreográficas = Outra característica do SwáSthya Yôga é o resgate do conceito primitivo de treinamento, que consiste em execuções mais naturais, anteriores ao costume de repetir as técnicas. As coreografias também não são uma criação contemporânea. Esse conceito remonta ao Yôga primitivo, do tempo em que o Homem não tinha religiões institucionalizadas e adorava o Sol. O último rudimento dessa maneira primitiva de execução coreográfica é a mais ancestral prática do Yôga: o súrya namaskara!
(texto extraído do livro Tratado de Yôga)



A mecânica pela qual os efeitos do SwáSthya Yôga se processam

Os ásanas regulam o peso por estimulação da tireóide, oxigenação cerebral pelas posições invertidas, consciência corporal, coordenação motora e alongamento muscular que auxiliará os esportes.

Os kriyás promovem a higiene interna das mucosas do estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios, das conjuntivites, etc.

Os bandhas prestam um massageamento aos plexos nervosos, glândulas endócrinas e órgãos internos.

Os pránáyámas fornecem uma cota extra de energia vital, aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções, permitem o contato do consciente com o inconsciente e ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.

Os mantras ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais para conquistar uma boa concentração e meditação.

Yôganidrá é o método de descontração que auxilia a todos os anteriores e, juntamente com as demais partes da prática implode o stress. Na verdade, relaxamento é a parte menos relevante do Yôga, a menor e a menos importante. Em seu conjunto, o Yôga não relaxa: energiza!

Samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos) proporciona a megalucidez e o autoconhecimento.

Estes efeitos e muitos outros são simples conseqüências das técnicas. Ocorrem como resultado natural de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se aprendermos a respirar melhor, descontrair melhor, dormir melhor, comer melhor, excretar melhor, fazer exercícios moderados e manifestar uma sexualidade melhor, os frutos só podem ser o aumento da saúde.