Atendimento On-Line

ATENDIMENTO ONLINE: uniyoga_olimpia@hotmail.com

Boas Maneiras – Ciúme

Escrito por Vila Olímpia em 15 de September de 2010

Texto extraído do livro Boas Maneiras no Yôga – Mestre DeRose

O ciúme nada mais é do que a soberba ignorância dos princípios de espaço vital e, na mesma proporção, constitui uma grosseiríssima falta de educação para com o parceiro, bem como para com todos quantos sejam vitimados por presenciar a cena, ainda que ela seja apenas uma cara feia. Isso, sem falar nos amigos ou amigas que acabam envolvidos na ridícula ceninha de novela mexicana.

Se você quer azedar seu relacionamento afetivo, a receita é infalível. Seja ciumento(a). Ou o relacionamento deteriora e vai cada um para o seu lado, ou acabarão sendo personagens das manchetes policiais.

Ciúme é uma truculência psicológica sem desculpa. Ciúme não é causado pelo amor ao outro e sim por amor-próprio, amor-a-si-próprio.

Se sua mulher é ciumenta, meus pêsames. Se seu marido é ciumento, considere nossa amizade rompida. Se você é ciumento(a), vá fazer uma psicoterapia, que ninguém tem culpa das suas inseguranças psicológicas.


Boas Maneiras

Escrito por Vila Olímpia em 4 de August de 2010

VOCÊ ESTÁ INSATISFEITO?

Extraído do livro Boas Maneiras no Yôga – DeRose.

Meio século de vida me ensinou a aceitar um defeito do ser humano como algo incurável: sua insatisfação.

Dei a volta ao mundo inúmeras vezes e conheci muita, mas muita gente mesmo. Travei contato íntimo com uma infinidade de fraternidades iniciáticas, entidades culturais, associações profissionais, academias desportivas, universidades, escolas, empresas, federações, fundações… Em todas elas, sem exceção, havia descontentamento.

Em todos os agrupamentos humanos há uma força de coesão chamada egrégora. Pela lei de ação e reação, toda força tende a gerar uma força oponente. Por isso, nesses mesmos agrupamentos surgem constantemente pequenos desencontros que passam a ganhar contornos dramáticos pela refração de uma ótica egocêntrica que só leva em conta a satisfação das expectativas de um indivíduo isolado que analisa os fatos de acordo com suas próprias conveniências.

Noutras palavras, se os fatos pudessem ser analisados sem a interferência deletéria dos egos, constatar-se-ia que nada há de errado com esses fatos, a não ser uma instabilidade emocional. Instabilidade essa que é congênita em todos os seres humanos. Uma espécie de erro de projeto original, que ainda está em processo de evolução. Afinal, somos uma espécie extremamente jovem em comparação com as demais formas de vida no planeta. Estamos na infância da nossa evolução e, como tal, cometemos inapelavelmente as imaturidades naturais dessa fase.

Observe que raríssimas são as pessoas que estão satisfeitas com seus mundos. Em geral, todos têm reclamações do seu trabalho, dos seus subalternos e dos seus superiores; da sua remuneração e do reconhecimento pelo seu trabalho; reclamações dos seus pais, dos seus filhos, dos seus cônjuges, do seu condomínio, do governo do seu País, do seu Estado, da sua cidade, da polícia, da Justiça, do departamento de trânsito, dos impostos, dos vizinhos mal-educados, dos motoristas inábeis, dos pedestres indisciplinados… Quanta coisa para reclamar, não é?

Se formos por esse caminho, concluiremos que o mundo não é um lugar bom para se viver e seguiremos amargurados e amargurando os outros. Ou nos suicidaremos!

Já na antiguidade os hindus observaram esse fenômeno da endêmica insatisfação humana e ensinaram como solucioná-la:

“Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o chão com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles.”

Ou seja, a solução não é reclamar das pessoas e das circunstâncias para tentar mudá-las e sim educar-se a si mesmo para adaptar-se. A atitude correta é parar de querer infantilmente que as coisas se modifiquem para satisfazer ao seu ego, mas sim modificar-se a si mesmo para ajustar-se à realidade. Isso é maturidade.

A outra atitude é neurótica, pois jamais você poderá modificar pessoas ou instituições para que se ajustem aos seus desejos. Não seja um desajustado.

Então, vamos parar com isso. Vamos aceitar as pessoas e as coisas como elas são. E vamos tratar de gostar delas. Você vai notar que elas passam a gostar muito mais de você e que as situações que antes lhe pareciam inamovíveis, agora se modificam espontaneamente, sem que você tenha que cobrar isso delas. Experimente. Você vai gostar do resultado!

Foto: Reprodução

Boas Maneiras no Yôga – DeRose

Escrito por Vila Olímpia em 14 de June de 2010

A Teoria do Espaço Vital

Boa parte dos princípios de boas maneiras pode ser fundamentada na teoria do espaço vital. Essa teoria explica que cada ser humano tem um espaço territorial em torno de si, que varia conforme a raça, o país e a educação de cada um. Como regra, quanto mais sensível e educada for a pessoa, maior o espaço vital que precisa.

A teoria do espaço vital foi descoberta quando um grupo de cientistas observou, sem ser visto, diversos pares de pessoas deixados dentro de uma sala vazia com apenas duas cadeiras para sentarem-se. Deixados esperando o suposto início da experiência, os sujets sentavam-se e punham-se a conversar. Descobriu-se, então, por exemplo, que os britânicos sentavam-se a uma boa distância um do outro e conseguiam manter uma conversação amena durante horas. No entanto, os italianos colocavam as cadeiras tão próximas que seus joelhos quase se tocavam. Em pouco tempo estavam exaltados e discutindo agressivamente.

O espaço territorial de uma pessoa é aquele que ela se reserva o direito de usufruir e, dentro de cujas fronteiras, qualquer ser humano é persona non-grata. Eventualmente, abrem-se exceções para os amigos, parentes e entes queridos, desde que saibam seus limites e sejam comedidos nessa invasão concedida.

Mesmo uma pessoa amada, se permanecer muito tempo próxima demais vai gerar desconforto. Se essa proximidade é constante, surgem as brigas, que podem ser deflagradas por razões muito fúteis.

Por isso, saiba respeitar e compreender a necessidade do seu apêndice conjugal de ficar só. Institua as férias conjugais. Considere a possibilidade de um casamento sartreano, com cada qual na sua casa. Garanto que vocês se amariam por muito mais tempo e se respeitariam muito mais.

O grande problema é que quando as pessoas estão apaixonadas cismam de grudar uma na outra. Quando a outra também está passando por uma fase de loucura momentânea, concorda. Em pouco tempo começam os problemas. É a pasta de dentes que um gosta de apertar só na extremidade e o outro aperta desleixadamente no meio; é a garrafa de água que um quer que seja fechada e o outro não vê nada demais em deixar aberta; é o volume da música que um gosta mais alta e o outro aprecia bem baixa; é a maneira de tirar a roupa e pendurá-la ordenadamente para um ou largada pelo avesso e jogada de qualquer maneira, que o outro não consegue evitar…

Nenhuma dessas razões seria justificativa para discutir com a namorada em fase de encantamento. Mas qualquer uma delas bastaria para motivar um pedido de divórcio se ocorresse repetidamente dentro da sua casa, o lugar onde você quer as coisas do seu jeito.

Observe que muito do que se denomina etiqueta social é, nada mais, nada menos, do que o estabelecimento formal de limites. Os choques culturais e étnicos ocorrem quando um indivíduo ou grupo de indivíduos de alguma maneira invade ou põe em risco a identidade cultural de outro.

Se você quiser preservar uma amizade ou um relacionamento afetivo, metabolize esta regra áurea: a única maneira de prender alguém é soltar; a melhor maneira de perder alguém é cercear sua liberdade ou invadir sua privacidade.

Você já ouviu a expressão “gostinho de quero mais”? Quando você sabe a hora certa de ir embora, deixa essa sensação e os amigos lhe dirão com sinceridade:

- Mas você já vai? É cedo, fique mais um pouco.

Não fique! Deixe o gostinho de quero mais. Assim, será sempre bem-vindo. Imponha sua presença e saturará os anfitriões que possivelmente não o convidarão outra vez.

Texto extraído do Livro Boas maneiras do Yôga do Mestre DeRose.

Foto: Reprodução.

Categorizado em Boas Maneiras, Leitura e 1 comentário

Boas Maneiras, para quê?

Escrito por Vila Olímpia em 28 de May de 2010

Texto extraído do livro Boas Maneiras no Yôga – DeRose

O praticante do Método DeRose deve ser uma pessoa refinada. Se já não o era antes de entrar para a nossa egrégora, deve polir-se até que esteja bem de acordo com o que se espera de um de nós.

Por adotarmos um estilo de vida um tanto diferente, já que não fumamos, nem bebemos, não usamos drogas, não comemos carnes de animais mortos e manifestamos uma sexualidade bem resolvida, devemos estar atentos para a nossa imagem e comportamento. Evidentemente, procuramos manter o mimetismo a fim de não chamar a atenção. Mas, às vezes, não funciona. Então, que sejamos notados e lembrados pela nossa elegância.

(…)

A maior parte das normas de conduta surgiram de razões práticas. Se você conseguir descobrir o veio da consideração humana, terá descoberto também a origem de todas as fórmulas da etiqueta. Tudo isso se resume a uma questão de educação. Boas maneiras são as maneiras de agir em companhia de outras pessoas de forma a não invadir seu espaço, não constrangê-las e fazer com que todos se sintam bem e à vontade na sua companhia. Por isso, boas maneiras são uma questão de bom senso.

Assim, o melhor que você tem a fazer quando está fora do seu habitat é esperar que os outros ajam antes, observar e fazer igual. Se comem com a mão, siga o exemplo; se com háshi, trate de conseguir fazer o mesmo.

Mas se, apesar de tudo, você não conseguir seguir determinados costumes, simplesmente decline-os. Jamais vou conseguir tomar sopa ou chá fazendo ruído, nem arrotar no fim da refeição como é correto em alguns países. Nesses casos, conto com a indulgência dos anfitriões pelo fato de eu ser estrangeiro que não sabe se comportar 100% de acordo com as maneiras locais. Contento-me com uns 95%.

Porém, se você é o anfitrião, cuide de pôr seu convidado à vontade, fazendo como ele – sempre que possível. Tenho um amigo que, para não deixar seu convidado embaraçado, acompanhou-e e bebeu a lavanda que foi servida após a refeição. Outro fato bastante conhecido foi o de um diplomata árabe que, numa recepção de gala, terminou de comer uma coxinha de frango e atirou o osso para trás. Por um instante todos se entreolharam como que a se perguntar: “O que faremos?”. Ato contínuo o anfitrião imitou-o e, em seguida, todos estavam atirando seus ossinhos por sobre o ombro… e divertindo-se muito com isso.

Imagem: Reprodução